8 de set. de 2011

A Noite Oficial dos UFOs, 25 anos


Completaram-se 25 anos na semana que passou de um dos casos mais extraordinários da casuística ufológica mundial. E acontecido aqui mesmo, no Brasil, ficando conhecido como A Noite Oficial dos UFOs. Em 2006, quando o caso completou 20 anos, escrevi o seguinte artigo, que republico agora.
 
A Noite Oficial dos Ufos
 
Na noite de 19 para 20 de maio de 1986, aconteceu um fato sobre o sudeste brasileiro que, se revelado em sua totalidade, poderia significar a definitiva comprovação, além de quaisquer dúvidas, de que muitos dos misteriosos objetos avistados nos céus de todo o mundo são naves extraterrestres nos visitando.

Os eventos foram tão graves, extraordinários e estarrecedores, que o próprio Presidente da República foi informado durante os acontecimentos, que deixaram em pânico muitos militares, diante do que parecia a definitiva chegada de alienígenas a nosso planeta! Fontes afirmam que a própria embaixada dos Estados Unidos recebeu informes, com um de seus funcionários de alto escalão afirmando que “alguma coisa chegara ao Brasil naquela noite”.

Naquela noite, há 20 anos, de acordo com autoridades da Aeronáutica brasileira, 21 ovnis foram captados pelos radares sobre a região de São José dos Campos, ocasionando um alarma com o conseqüente acionamento de caças da Força Aérea Brasileira para tentar interceptar os intrusos, sem sucesso.

Tudo começou por volta de 19:30 h do dia 19, quando objetos desconhecidos passaram a ser observados nas proximidades do aeroporto de São José dos Campos, SP. As vinte horas, os radares de São Paulo e do Sensata de Brasília confirmavam a presença de oito objetos sobre a cidade. As 21:00 h, o avião Xingu trazendo a bordo o então presidente da Petrobrás, coronel Ozires Silva, recebe uma comunicação de Brasília para que observassem alguns pontos detectados pelo radar, e efetivamente a tripulação e o coronel puderam observar objetos luminosos de intenso brilho e de cor alaranjada. Tentaram aproximar-se dos mesmos para identificação, sem sucesso. O comandante Alcir Pereira da Silva, co-piloto do Xingu, disse que o ovni parecia uma estrela bem luminosa, voava a grande velocidade e a seguir desapareceu instantaneamente, mas que havia sido detectado pelo radar de sua aeronave. Em recente livro de sua autoria, Ozires Silva faz comentários a respeito do episódio.

As 22:23 h decola da Base Aérea de Santa Cruz o caça F-5 pilotado pelo tenente Kleber Caldas Marinho tomando a direção de São José dos Campos, onde havia sido detectado um grande objeto acompanhado por outros menores. O radar de Anápolis detectou as 22:45 h os intrusos e um Mirage com o capitão Armindo Souza Viriato a bordo levanta vôo, seguido as 22:50 h pelo segundo Mirage, do capitão Freitas. As 23:15 h o tenente Kleber começa a perseguição a bolas de luz com que havia feito contato visual. O F-5 do capitão Marcio Brisola Jordão decolou as 23:17 h, e o Mirage do capitão Rosemberg as 23:36 h. O desaparecimento dos objetos foi reportado as 1:45 h, após os aviões terem sido chamados de volta a suas bases.

Na histórica coletiva de imprensa do dia seguinte, comandada pelo então ministro da aeronáutica, brigadeiro Otávio Júlio Moreira Lima, os pilotos puderam relatar suas experiências. O tenente Kleber disse haver tido um contato visual e com o radar de bordo com um objeto distante 12 milhas a sua frente, distância confirmada pelo radar de solo. A cor predominante do objeto era branca, e deslocava-se da esquerda para a direita, para depois subir. A cor depois variou para verde, vermelha e azul, e o ovni estava a dez mil metros de altura e sua velocidade era superior a 1.000 km/h. O tenente disse que sofreu interferência nos instrumentos de bordo e seguiu o objeto até 200 milhas sobre o Atlântico, sem conseguir identificar nem se aproximar do ovni.

O capitão Jordão reportou mais de dez contatos por radar a vinte milhas de distância quando se aproximava de São José. O controle de solo foi informando a aproximação dos mesmos, e subitamente havia 13 objetos duas milhas atrás de seu caça, 6 a direita e 7 do lado esquerdo. O capitão tentou um looping para ficar atrás dos ovnis, mas estes acompanharam sua manobra.

Viajando a 1.350 km/h, o capitão Viriato aproximou-se até seis milhas de um dos objetos, que voava em ziguezague, movimento acompanhado tanto visualmente quanto pelo radar. Subitamente o objeto desapareceu. O capitão também acompanhou a incrível manobra de um dos objetos, acelerando subitamente e desaparecendo em instantes. Ele afirmou que os instrumentos mostravam que o ovni havia alcançado em instantes uma velocidade de Mach 15, 15 vezes superior a do som. A isso o major brigadeiro do ar Sócrates Monteiro acrescentou que casos assim eram reportados desde anos antes, e que a FAB havia filmado todo o evento. Também disse que os objetos passavam de 250 para 1.500 km/h em frações de segundo. A isso somam-se as palavras do major aviador Ney Antônio Cerqueira, chefe do Centro de Operação de Defesa Aérea, que afirmou que as fitas com as comunicações entre pilotos e controladores de Brasília, São Paulo e Anápolis, mais os relatórios dos pilotos, seriam estudados para conclusões posteriores.

O ministro Moreira Lima disse na coletiva que o céu naquela noite encontrava-se limpo, e descartou qualquer possibilidade de guerra eletrônica ou defeito no equipamento. Afirmou que entre as 20 horas de 19/5 e 1 hora de 20/5, pelo menos vinte objetos foram detectados pelos radares, saturando-os e interrompendo o tráfego sobre o sudeste. O prometido relatório nunca foi divulgado, mas alguns detalhes do evento chegaram ao conhecimento público. Mais de cinqüenta radares em todo o território brasileiro comprovaram o fato. Acontecia por vezes de os pilotos não observarem nada e o radar acusar a presença dos ovnis, dali a pouco a situação se invertia. Os ovnis alternavam a velocidade e a direção com incrível rapidez, ficando estacionários e subitamente disparando a 3.600 km/h, fazendo curvas em ângulo reto e parando subitamente. Oito objetos ficaram parados por duas horas sobre o aeroporto de São José dos Campos, nenhum dos intrusos deixava rastros de sua trajetória, nem tampouco provocava o típico estrondo quando da quebra da barreira do som, e em nenhum momento exibiram qualquer sinal de hostilidade. Moreira Lima acrescentou ser difícil para a FAB falar sobre a possibilidade da presença de artefatos de origem extraterrestre, e que uma comissão iria investigar o assunto.

Deve ser salientada a lamentável atitude dos assim chamados homens da ciência, que nos dias imediatamente posteriores a esses eventos elaboraram uma lista de estapafúrdias explicações, que após uma ligeira análise revelaram-se como torpes tentativas de confundir e talvez lançar a confusão sobre o evento, dificultando a busca pela verdade. Capitaneados pelo conhecido astrônomo Ronaldo Rogério de Freitas Mourão, apresentaram as mais díspares opiniões a mídia, a maioria absoluta das quais completamente incompatível com os acontecimentos descritos pelos militares.

Um dos consultados, o senhor Paulo Marques, físico, professor e jornalista, afirmou que a vida em outros planetas da Via Láctea, nossa Galáxia, é um absurdo, que o reflexo da Lua cheia daquela noite refletiu nos aviões, que os radares detectaram meteoros, e que eram ovnis espiões de EUA e da então União Soviética.

O físico, senhor José Zatz, afirmou serem reflexos. O senhor Luis Pinguelli Rosa, físico da UFRJ, disse que os eventos nada tinham a ver com objetos extraterrestres, e que eram aviões não identificados, ou então objetos balísticos que atravessaram os céus brasileiros.

O físico da USP, senhor Luis Carlos Menezes, afirmou serem efeitos óticos que pregam peças, ou efeitos térmicos com reflexo de luzes por difração, um teste de um país super-desenvolvido com os radares brasileiros, e ainda miragens dos radares. Finalmente, o especialista em armamentos Roberto Godoy afirmou que o Brasil fora espionado por alguma potência interessada em fotografar a região sudeste, a mais desenvolvida do País.

O senhor Mourão já era, na ocasião, velho conhecido da Ufologia brasileira, em grande parte devido a confusão que provocou quando do incidente do vôo 169 da Vasp, ocorrido em 1982 e sua principal testemunha, o comandante Gérson Maciel de Brito. Em maio de 1986 o dito cientista fez mais uma das suas, alegando que eram meteoros que acompanhavam a trajetória do cometa Halley.

O que esse senhor e seus companheiros fizeram foi na verdade ridicularizar e fazer pouco da competência e do preparo de nossa Força Aérea, que em uma atitude poucas vezes vista abriu um histórico precedente para falar abertamente de um dos mais extraordinários casos de contato com ovnis, ignorando que do preparo de controladores de radar dependem as vidas de milhares de pessoas no Brasil todos os dias, e zombando dos anos de treinamento necessários para formar um piloto de caça. Sem falar de sua completa ignorância e falta de vontade em se informar apenas minimamente sobre os eventos daquela noite. A mais ninguém pode impressionar o fato de que o prometido relatório nunca veio a público...

Anos depois, em 1997, o brigadeiro Moreira Lima concedeu entrevista a uma rede de televisão e a revista UFO. Questionado, negou categoricamente a possibilidade de os eventos estarem ligados a algum fenômeno eletromagnético, ou mesmo haverem sido causados por qualquer aeronave conhecida, devido as características de vôo apresentadas pelos ovnis. Confirmou haver alertado o então presidente José Sarney a respeito dos eventos que se desenrolavam nos céus do Brasil, e afirmou estar convencido da existência de outras civilizações no Cosmo. Quanto a um contato com nossos visitantes, o brigadeiro afirmou que ainda existem pessoas despreparadas para tal acontecimento, mas que boa parte da Humanidade já está em condições para manter um contato direto com extraterrestres. Moreira Lima ainda acrescentou que em sua opinião um contato entre a Humanidade terrestre e uma civilização alienígena acontecerá dentro das próximas décadas.

No ano de 1999 o caso, já conhecido como a Noite Oficial dos Ufos, foi novamente tema de uma matéria na TV, agora no Fantástico da Rede Globo. Foi discutido novamente o Caso do Vôo 169 com as presenças dos comandantes Jérson Maciel de Brito e Mário Pravato, este último no vôo Transbrasil que igualmente testemunhou o ovni, e confirmou as observações de Brito. Este descreveu o objeto em sua maior aproximação naquela histórica noite de 8 de fevereiro de 1982 como semelhante a dois pratos superpostos, e estimou suas dimensões como superiores a dois aviões Jumbo. O programa ainda salientou as contradições do senhor Ronaldo Mourão, que chegou a fazer um vôo na mesma rota tentando provar que as testemunhas haviam visto o planeta Vênus. Essa fútil tentativa não deu em nada, quando ficou provado que um comandante com a experiência de Brito (20.000 horas de vôo na época), jamais se confundiria, e além do mais o dito cientista ignorou por completo o testemunho do comandante, em nova tentativa de confundir e denegrir a pesquisa ufológica.

Quanto aos eventos de maio de 1986, o brigadeiro Moreira Lima afirmou que a coletiva foi motivada por um vazamento de informações sobre os eventos, e segundo ele havia a vontade de explicá-los a fim de evitar qualquer má interpretação, como ameaças ao país. Não se descobriu como originou-se o vazamento.

Os pilotos Kleber e Viriato, atualmente na aviação civil, confirmaram suas observações na época. Viriato, encaminhando-se para sua aeronave naquela noite, reparou que a mesma estava sendo municiada e armada com mísseis. Mais tarde conseguiu aproximar-se até 6 milhas de um dos ovnis, antes que o mesmo acelerasse subitamente para em instantes colocar-se a mais de 20 milhas de seu caça. Viriato afirmou que o radar de Brasília confirmou que o objeto havia atingido naquele curto intervalo uma velocidade de mach 15. Kleber acrescentou que de acordo com suas impressões e o sinal de seu radar de bordo (no qual sofrera alguma interferência, que chegou a atingir outros instrumentos), o contato que perseguia tinha um tamanho equivalente a envergadura de um Jumbo, ao redor de 60 metros.

Douglas Avedikian atualmente é um consultor aeronáutico, mas em maio de 1986 era controlador do Sensata em Brasília, e afirmou categoricamente que os eventos daquela noite foram reais. Casos assim, segundo ele, sempre ocorreram, e após a Noite Oficial todos haviam recebido uma orientação enfática dos superiores para que não comentassem tais acontecimentos com ninguém, por uma questão de segurança nacional. Ele acrescentou que seu desligamento da Força Aérea o motivara a revelar tais informações.

Depois de muitos anos reivindicando maior transparência de nossos militares quanto a questão dos ovnis, a revista Ufo lançou em 2004 a campanha Liberdade de Informação Já. Finalmente, após 14 meses, em 20 de maio de 2005 os representantes da Comissão Brasileira de Ufólogos, Ademar Gevaerd (editor de Ufo), Fernando Ramalho, Roberto Beck, Marco Petit, Rafael Cury e Claudeir Covo, foram convidados pelo Major Antônio Lorenzo, do CECOMSAER (Centro de Comunicação Social da Aeronáutica), para conhecerem as instalações da Força Aérea Brasileira, em Brasília.

Os ufólogos puderam conhecer e visitar as instalações do 6º Comando Aéreo Regional, do CINDACTA I, e do COMDABRA. Este último é o Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro, e nada menos, o local onde se encontram os mais secretos arquivos da FAB, incluindo aqueles que tratam dos casos ufológicos em todo o território nacional. Pode ser comparado a uma versão em miniatura da famosa Área 51.

Os integrantes da CBU assistiram a palestras, puderam testemunhar o funcionamento das instalações e procedimentos ligados a defesa aérea e controle de tráfego aéreo, e finalmente, no COMDABRA, puderam examinar três pastas. Uma delas continha o primeiro registro ufológico feito pela FAB, em 1954. Outra trazia, em 179 páginas, informações a respeito da Operação Prato (cuja reconstituição foi exibida no ano passado, no programa Linha Direta Mistério da Rede Globo). Finalmente, a última pasta trazia 50 páginas de informações a respeito da Noite Oficial dos Ufos.

Os ufólogos não puderam copiar ou fazer qualquer anotação, mas ficaram confirmadas, neste último caso, a maioria das informações apresentadas neste texto, conhecidas pela comunidade ufológica nacional. Segundo o pesquisador Claudeir Covo, a pasta não continha as transcrições das conversas dos pilotos com o controle de terra, e nem os ufólogos puderam assistir as filmagens feitas durante o evento de vinte anos atrás.

Do encontro, ficou a promessa de uma maior colaboração de ufólogos com os militares, pois estes confirmaram que não possuem nem os recursos nem o conhecimento para analisar os casos ufológicos que chegam a seu conhecimento. Os relatórios e demais documentos são arquivados no COMDABRA, sem que sejam sequer analisados. Os militares afirmaram que estão prontos a colaborar nas investigações, inclusive com a criação de uma comissão mista, como já acontece em países vizinhos como o Chile. A única dependência é uma decisão do Poder Executivo, amparada na Medida Provisória 228/2004.

O programa Fantástico de 22 de maio de 2005 mostrou cenas da histórica reunião dos ufólogos com a FAB, mas infelizmente, até a presente data não houve quaisquer avanços na criação da comissão mista civil/militar. O governo brasileiro, infelizmente, parece mais interessado em controlar o incêndio das muitas e aparentemente infinitas crises políticas e diplomáticas, do que atender a um legítimo anseio por maior transparência em questão tão importante. Do estudo de tais documentos podem advir descobertas científicas e filosóficas de alcance absolutamente sem precedentes, mas isso não parece comover o presente governo. Resta a sociedade em geral, e aos ufólogos em particular, continuar a busca pela verdade, e a luta por maior transparência.

Decorridos 20 anos dos extraordinários eventos de maio de 1986, podemos chegar a várias conclusões. É fora de dúvida que algo de enormes e inimagináveis proporções aconteceu naquela noite, e que esse “algo” não era nem um fenômeno natural, nem tampouco produzido por tecnologia terrestre conhecida. O óbvio comportamento inteligente dos objetos, perseguindo, acompanhando e evitando com manobras nossos aviões, exclui a primeira hipótese. Quanto a se tratar de aeronaves terrestres fazendo algum tipo de reconhecimento, as claras complicações diplomáticas que ocorreriam se fosse descoberta a nacionalidade dos intrusos tornam a hipótese absurda, para além do que diversos países poderiam servir-se de satélites para esse fim, com muito menos recursos e riscos. Sem falar no comportamento descrito pelos pilotos e comprovado pelos radares de bordo e de terra, que mostra ser impossível reproduzir tais efeitos com nossa tecnologia atual. Assim, mesmo em nosso atual estágio de conhecimento dos fatos, sem ter a disposição o farto material que certamente a FAB obteve na ocasião, a hipótese extraterrestre acaba sendo a mais lógica.

É função das Forças Armadas proteger a integridade da nação, garantindo seu normal funcionamento contra qualquer ameaça provinda de dentro ou fora de nossas fronteiras. É óbvio que seria de uma irresponsabilidade flagrante a FAB admitir abertamente a ocorrência de certos eventos, nos quais intrusos vindos não se sabe de onde invadem nosso espaço aéreo, fazem o que bem entendem, muitas vezes voando em rotas comerciais altamente movimentadas e pior, causando interferência em sistemas de bordo vitais para a segurança de passageiros sem que nada possa ser feito. O que se deseja discutir é até que ponto informações como as contidas neste texto devem ser protegidas, se as mesmas podem abrir caminho a descobertas científicas de alcance mundial sem precedente.

A infeliz intervenção de pessoas que deveriam por obrigação profissional, e até por uma questão de ética científica, estar abertos para analisar os fatos antes de emitir qualquer opinião, com absoluta certeza foi a responsável em maio de 1986 pelo fato de o prometido relatório a respeito dos eventos não haver sido liberado para o público. Com suas absurdas afirmações, esses indivíduos ridicularizaram e fizeram pouco de uma das mais louváveis e históricas atitudes de uma autoridade militar, que veio a público apresentar e discutir os fatos com uma abertura sem precedentes.

Mas esses episódios menores com certeza não apagam os históricos fatos de maio de 1986, nem a atitude honesta e corajosa dos protagonistas. Graças aos mesmos, pudemos conhecer alguns dos fatos de um dos mais extraordinários casos de contato ufológico de todos os tempos. Resta-nos aguardar que as autoridades da Aeronáutica se conscientizem para a necessidade de um aprofundamento e maior abertura das discussões a respeito do assunto, pois a casuística nos mostra que os contatos e avistamentos multiplicam-se em todo mundo.

O primeiro passo, com a história reunião de 20 de maio de 2005, já foi dado, e está completando um ano. Se um intenso debate e troca de idéias for finalmente estabelecido, com os pesquisadores de nossa riquíssima Ufologia tendo acesso a todos os documentos, gravações e imagens a respeito desse único caso, com certeza o Brasil se veria em situação única no mundo, pois então passaria a História como o país que provou a procedência extraterrestre de nossos visitantes.



Vídeo contendo a Reportagem no Fantástico em 1986.






Fonte: Portal UFO

Vida Alienígena pode ser descoberta até 2025

Dentro de 17 anos a humanidade deve encontrar vida inteligente fora da Terra, de acordo com previsões do astrônomo Seth Shostak, da organização Search for Extraterrestrial Intelligence (SETI).
Os pesquisadores do SETI acreditam que é possível encontrar vida inteligente fora do planeta Terra através da detecção de ondas de rádio, e atualmente apostam no telescópio Allen, constituído de dezenas de pequenas antenas e continuamente aprimorado pelos astrônomos e por cientistas da UC Berkeley.


Segundo o site The Register, Shostak acredita que até 2025 alienígenas serão descobertos, assumindo que os pesquisadores estejam apostando na tecnologia certa para detectar tais sinais.

É claro que encontrar ou não tais sinais dentro deste período depende, também, das premissas seguidas pelo SETI estarem corretas. O instituto, que já esteve sob responsabilidade da NASA e atualmente é autônomo, se baseia na Lei de Moore, que afirma que a velocidade de processamento de computadores é dobrada a cada 18 meses, para realizar a previsão de encontro de vida ET, noticiou o site CNet.


O SETI ficou famoso depois do projeto SETI@home, lançado em 1999, e que conta com o poder de processamento de computadores de voluntários conectados à internet. O voluntário precisa instalar um protetor de tela do SETI@home e, assim, quando seu computador está ocioso, todo o poder de processamento é desviado para a organização. Milhões de computadores no mundo já participaram do esforço. A computação distribuída dessa forma permite analisar pacotes coletados por gravadores na tentativa de descobrir sinais que pudessem indicar a presença de vida inteligente no espaço.

"Disco-voador ecológico" irá transportar 125 passageiros a 852Km/h



Pesquisadores da Universidade Delft, na Holanda, projetaram um avião "ultra-ambientalmente correto", no formato de um disco voador.
O motivo para tal substituição é o fato de que o desenvolvimento das aeronaves como conhecemos chegou ao limite da economia em emissão de poluentes.

Segundo os pesquisadores, com a utilização de novos formatos e materiais mais leves (como este disco-voador), será possível reduzir a emissão de poluentes na atmosfera em até 50%.

O "disco voador ecológico" terá capacidade para abrigar 125 passageiros, atingirá uma velocidade de até 852 km/h e deverá estar pronto em quatro anos.

Os pesquisadores afirmam que não é razoável esperar que esse novo avião, seja lá qual for o seu aspecto, decole comercialmente antes de 2020.

O projeto foi nomeado CleanEra, e de acordo com a equipe, conhecida como DELcraFTworks, este conceito será difundido em novos projetos.

Fontes: Colaboração : FABIO IBRAHIN - Amparo/SP

Catedral na Espanha, construída no ano de 1102



Como explicar uma Catedral na cidade de Salamanca, Espanha, construída em 1102 - tem em suas paredes o ícone que você vê na imagem abaixo ?




Pequeno Detalhe





O que você pensa ?





Surpreendente !

Será Verdade ?


Os ingênuos acreditam...

Que é mais uma prova que confirma outras evidências da presença de alienígenas no planeta, tantas vezes repetida, costumes e tradições dos homens desde muito antes da Bíblia.

As autoridades até agora não deram nenhuma explicação para este ícone curioso da 
Catedral de Salamanca.




6 de set. de 2011

Uma curiosa afinidade: OVNIs e água

OSNI - Objeto Submarino Não-Identificado


''Enormes superconstruções como rodas'', escreveu Charles Fort em seu legendário ''El libro de los condenados'', ''penetram na atmosfera da terra e, vendo-se ameaçadas com a desintegração, mergulham no oceano ou em um meio mais denso em busca de alívio''.

Uma grande quantidade de livros escritos por autores de renome tem investigado a curiosa afinidade que existe entre os OVNIs e os lagos e mares de nosso mundo. A especulação sobre este tema tem percorrido uma variedade desde bases submarinas operadas por alienígenas exóticos até civilizações completas de homens e mulheres aquáticos - os presumidos herdeiros da Atlântica - dotados de uma tecnologia super avançada e naves especiais, que só permitem aos humanos fugazes lampejos de sua existência na profundidade dos mares .Não obstante, se tem escrito menos sobre aqueles casos em que naves não identificadas, sem importar sua origem hipotética, fazem uso das águas de nosso mundo para propósitos que se tem associado com a alimentação ou a propulsão. Seria certa a especulação da antiga série de TV ''V'', que postulava que os enormes discos tripulados por reptilóides provenientes da estrela Sirius viriam drenar nossos mares em benefício de sua civilização ?Avante a toda máquinaDesde décadas  vem se especulando que as supostas naves extraterrestres que visitam o nosso mundo conseguem fazê-lo ao viajar mais rápido do que a luz, graças aos avançadíssimos reatores de fusão nuclear que existiriam a bordo de tais naves. Falando em linguagem simples, a fusão é a reação termonuclear que se obtém quando os átomos de luz se unem aos átomos de maior peso, resultando em um prodigioso desprendimento de energia [o processo pelo qual as estrelas emitem calor e luz]. A fusão controlada representa, por fim, uma fonte energética muito maior do que podemos obter com nossos reatores atuais de fissão atômica. Apesar do que dizem nossos laboratórios de ter conseguido a ''fusão fria'', criando escândalos na comunidade científica, a tecnologia humana neste campo parece ter estancado desde a década de 70.A exegese ufológica posterior sugeriu a existência de outros meios de propulsão para o OVNI: propulsão iônica, propulsão fotônica, de plasma e até de antimatéria. Porém os proponentes da teoria depor fusão teriam a vantagem de poder fundamentar-se em certos caos nos quais os testemunhos de toda índole alegavam ter visto os OVNI subtraírem água de nossos lagos, pântanos e mares, possivelmente para reabastecer duas fontes de potência. O material fusionável e a água seriam os componentes básicos para realizar o processo. .Em um trabalho publicado em 1980 e intitulado Flying Saucer Technology, o investigador e conferencista Stanton Friedman falou sobre o papel desempenhado pela fusão nuclear como a fonte energética dos OVNIs, sugerindo e existência de inúmeros efeitos e maneiras das quais fazer-se uso dos motores de fusão. ''Um dos sistemas mais chamativos para um sistema de propulsão interestelar de fusão consistiria em produzir a reação de apenas aquelas partículas que, ao fundir-se, unicamente produziriam partículas carregadas em vez de neutras'', ele escreveu. Isto, explica Friedman, permitiria guiar as partículas por meio de campos eletromagnéticos, algo que não parece ser possível com as partículas neutras mais dispersas. Outro aspecto positivo na direção de um motor por fusão seria a disponibilidade de ''isótopos de hidrogênio e hélio'' leves e disponíveis através do universo. Qualquer suposta nave espacial poderia obter combustível em qualquer parte e em que lugar melhor que nos lagos e mares de nosso planeta?Jacques Scornaux y Christine Piens, autores de la Recherche de OVNIS (Paris: Aura, 1977) também fazem menção as vantagens evidentes ad fusão nuclear, devido ao baixo rendimento de desperdícios radioativos advertindo, por sua vez, que os meios de propulsão empregados pelas enormes ''naves mães'' e suas naves expedicionárias menores podem ser completamente distintos. Ainda que estes autores franceses advoguem a fusão como o meio empregado na propulsão dos OVNIs, não deixam de advertir que a fusão nuclear controlada seria uma fonte de potência bastante débil na hora de realizar paradas e arrancadas repentinas que são imputada ao fenômeno OVNI.Outros exegetas da ufologia tem manifestado que a densidade da água representaria uma barreira altamente eficaz contra as radiações mortíferas que emanariam de qualquer suposta fonte de potência a bordo de um OVNI, e daí a necessidade de reabastecimento que tem sido presenciada por numerosas testemunhas. Em várias páginas do livro El triángulo de las bermudas (NY: Doubleday, 1974) encontramos uma entrevista com o Dr. Manson Valentine a respeito da presença dos OVNIs no Atlántico. Valentine adverte que os guardas florestais e visitantes do pântano Okeefenokee na Florida (EUA) tem visto OVNIs sobrevoando a zona, e o mesmo Valentine afirma ter presenciado um deles disparando um feixe de luz na direção das águas do lago. O doutor Valentine aponta que a data de seu avistamento foi 21 de agosto de 1963 perto de Ashton. A nota que aparece ao pé do desenho do OVNI que extrai a água diz: ''o objeto parece estar abastecendo-se da água do lago''. Especula Valentine: ''é muito possível que coletassem água ou que levassem amostras da fauna local para estudar''.Sifonagem extraterrestreEm certas ocasiões tem sido possível ver os tripulantes dos OVNIs valendo-se de maneiras menos exóticas de conseguir água.Em um caso canadense ocorrido no verão de 1960, um professor de escola ad população de Atikokan, provincia de Ontário, conseguiu falar com uma personagem local cuja reputação tinha sido arruinada pr um encontro inoportuno como o desconhecido. O homem, conhecido como ''velho Hank'', alegava ter ido dar um passeio com sua esposa nas margens do lago Duckbill. Repentinamente um zumbido encheu o ar, o que despertou a curiosidade do casal. Chegaram a ver - de um ponto elevado - um objeto circular de cor verde que repousava na margem do lago enquanto seus tripulantes ''quatro criaturas muito pequenas em roupas verdes'' se dedicavam a pegar água. A mulher dele gritou e as criaturas se refugiaram em seu objeto que partiu e desapareceu nos céus em questão de segundos.Existe alguma propriedade estranha nos lagos da província de Ontário que os tornem atraentes aos ufonautas? O investigador John Robert Colombo faz menção a uma carta recebida de um empregado da mina Atikokan - o mesmo lugar que o anterior - que depois de desfrutar um bom dia de pesca na baía de Sawbill, viu um objeto estranho a um quarto de milha de distância, descrito como ''em forma de aro e giratório'', recebia serviço por parte de figuras de uns 4 pés de altura e cujas cabeças estavam cobertas de gorros azuis, com a exceção do que levava um de cor vermelha e parecia ser o chefe. Um dos seres portava uma mangueira de cor verde brilhante e parecia estar ''absorvendo o mesmo volume de água que estava descarregando''. Este evento aconteceu em 2 de julho de 1950.Se um veículo supostamente habilitado a cruzar distâncias siderais se vê obrigado a utilizar mangueiras para lavar seus sistemas internos, ou para abastecer-se de água necessária ao seu motor de fusão, não deve surpreender-no o caso no qual os ufonautas se valem de vasilhas para realizar seu trabalho.Um caso adicional foi presenciado por Kathy e Gary Malcomb no lago Champlain (estado de Nova York): o casal observou um objeto em forma de disco e que parecia ter uma enorme hélice saindo de sua estrutura; o aparelho aterrissou sobre o lago e quatro criaturas com gorros verdes deixaram cair uma mangueira de plástico verde na água, bombeando-a ao interior da nave ( True Flying Saucers and UFO Quarterly , Winter 1978).Com as mãos na massaDurante as ondas OVNI da década de 50 se produziram informes de grandes quantidades de água que desapareceram dos estados de Nebraska, Ohio e Dakota do Sul. Porém um dos melhores casos que apresentam a atração dos OVNI pela água aconteceu em meados de 1960 na reserva Wanaque do estado de Nova Jersey (EUA), e que além do mais foi cenário de muitos encontros com o desconhecido por policiais e vizinhos.Os eventos começaram em outubro de 1966 quando agentes da polícia de Pompton Lakes começaram a receber telefonemas - a ter experiências próprias - com luzes brilhantes que deslocavam desde o enorme embalse, um corpo de 90 mil milhões de galões de água situado em um lugar bastante desolado. O sargento Ben Thompson foi testemunha de um objeto que parecia um ''domo com forma de de bola de futebol americano'' diretamente sobre as águas do embalse as 21:15 horas do dia 11 daquele mês. O aparelho parecia exercer uma atração curiosa sobre o conteúdo do embalssse, fazendo com que a água fosse ''levada para cima... chupada para cima'', segundo o mesmo policial em uma entrevista a Lloyd Mallan. ''o objeto voador levantava uma grande camada de água a uns 250 pés. O objeto tirava a água e me era possível ver como o líquido se elevava ''.Ainda que os objetos desconhecidos que operavam naquele momento nas vizinhanças de Wanaque pudessem ter sido fenômenos naturais, manifestavam uma capacidade que seria de grande utilidade para uma nave que requer o uso de água para propósitos ignorados. Outro incidente no embalse esteve relacionado a um feixe de luz brilhante e com forma de ''embudo'', ''tão potente como o farol de uma locomotiva'', segundo disse o chefe de polícia John Casaza. A luz parecia vir de um objeto que não era visível a simples vista, talvez devido a qualidade quase cegante do feixe de luz. Casaza estava certo que a luz não vinha de nenhum artefato conhecido.O objeto projetava o feixe de luz sobre o embalse, estaria absorvendo água igual aos objetos vistos na Florida pelo doutor Manson Valentine? A associação entre o desaparecimento de água e o fenômeno OVNI prossegue até nossos dias, como o mostram os casos mais recentes.Em 1988, os investigadores Richard Dell'Aquila e Dale Wedge investigaram casos de atividade OVNI nas águas do lago Erie - o menos profundo dos Grandes Lagos e o único que se congela completamente no inverno compreendia uma central nuclear assim como uma central elétrica de carvão.Uma vizinha da região afirmava ter visto um objeto com forma de dirigível e uma luz em cada extremo da fuselagem balançando-se sobre o lago com um movimento que é característico dos OVNIs. O objeto cinza, cujas dimensões foram estimadas como maiores a de um campo de futebol americano, quebrou o gelo da superfície do lago congelado.Para quando desapareceu o dirigível, as testemunhas pensaram que havia submergido sob a superfície gelada do lago Erie, e que ''pedaços de gelo descomunalmente grandes podiam ser vistos na zona da suposta aterrissagem''. Por acaso se tratava de um objeto misterioso procurando ocultar-se ou talvez tenha tentado obter água em estado sólido? O veredito da Guarda Costeira dos EUA foi que os ''planetas Júpiter e Vênus'' estavam em conjunção esta noite e isto era o que as testemunhas tinham visto.O fenômeno OVNI também tem mostrado certa predileção por lagos congelados, como o lago Boshkung de Minden, provincia de Ontário (Canadá). As testemunhas das aterrissagens de aparelhos estranhos nesta zona durante 1973 disseram que os objetos aterrissavam no gelo do lago ou ficavam sobre os cabos de alta tensão, ou, ainda mais curioso, ''ficavam sobre os agulheiros de gelo que permaneciam depois que os pescadores tinham retirado suas redes de pesca do gelo''. Já que parece inverossímil que os objetos se sentissem atraídos pela pesca de gelo, a alternativa mais possível é que viessem em busca de H2O.E se não há lagos, as cisternas funcionarão como substitutos: em 19 de março de 1993, um enorme OVNI circular foi avistado por três meninos que se encontravam na estrada do parque estadual Bosque Seco em Porto Rico. Os meninos identificados como Héctor, Raúl e José, chamaram a outros vizinhos da região para que presenciassem o enorme veículo que banhava a zona com luzes policromáticas enquanto se suspendia sobre a torre cisterna no mesmo centro do bosque. Raios luminosos de cores distintas banharam o bosque, deixando atônitas as testemunhas. Foi dado parte as autoridades mas se desconhece se chegou a ser elaborado um informe na comissária de policia de Guánica.EM Seu informe sobre os avistamentos OVNI de 1995 em Votorantim, Brasil, a investigadora Encarnación Zapata García fez menção as visitas dos OVNI ao embalse de Itupararanga. A testemunha, Marcos Lara, de 28 anos naquela época, costumava visitar o embalse com seus amigos e as vezes passava a noite de vigília, esperando a chegada de OVNIs. Em uma ocasião, Marcos recordou ter visto objetos estranhos que se deslocavam sobre a superfície da água antes de retomar o vôo, mas a distância o impediu de ver se estavam envolvidos em algum tipo de atividade.

Mistério da física está mais próximo de ser solucionado


De onde veio toda a matéria do Universo? E para onde foi a antimatéria?  Este é um dos maiores mistérios da física moderna. É por isso que a comunidade científica está tão entusiasmada com o anúncio de uma descoberta feita por um experimento conhecido com Superkamiokande, no Japão. Os resultados indicam uma intrigante nova propriedade das enigmáticas partículas conhecidas como neutrinos.
Oscilações do neutrino
Existem três tipos, ou sabores, de neutrinos - neutrino do elétron, neutrino do múon e neutrino do tau. Experiências anteriores têm demonstrado que estes diferentes sabores de neutrinos podem, espontaneamente, transformar-se um no outro, um fenômeno chamado de "oscilação" de neutrinos.
Dois tipos de oscilações já foram observados, mas em seu primeiro período completo de funcionamento, o experimento T2K (Tokai-to-Kamioka) já encontrou indícios de um novo tipo de oscilação - o aparecimento de neutrinos de elétrons em um feixe de neutrinos do múon.
Um feixe de neutrinos do múon foi gerado no acelerador de prótons J-PARC, localizado em Tokai, e dirigido ao longo de 295 quilômetros até o detector subterrâneo Superkamiokande, localizado na costa leste do Japão.
Uma análise dos eventos induzidos por neutrinos no Superkamiokande indica que uma pequeno número dos neutrino do múon - seis, exatamente - transformaram-se em neutrinos do elétron durante a viagem.
Neutrino camaleão abre caminho para uma nova física
Isto significa que agora já se observou experimentalmente que os neutrinos podem oscilar em todas as formas possíveis.


Partículas e anti-partículas 
Esse nível de complexidade abre a possibilidade de que as oscilações de neutrinos e suas anti-partículas (chamadas de anti-neutrinos) possam ser diferentes.
E se as oscilações dos neutrinos e dos anti-neutrinos são diferentes, isso seria um exemplo do que os físicos chamam de violação de CP (carga-paridade). 
Isto poderia ser a chave para explicar porque há mais matéria do que antimatéria no Universo - um excesso de uma delas não deveria acontecer dentro das leis conhecidas da física.
"Quase certamente"
O experimento funcionou de janeiro de 2010 até 11 de março deste ano, quando foi drasticamente interrompido pelo terremoto japonês.
Seis eventos de neutrinos do elétron foram observados claramente nos dados anteriores ao terremoto - na ausência de oscilações, deveria ter sido apenas 1,5.
Ainda que tal excesso só pudesse acontecer por acaso cerca de uma vez em cem, ele não é suficiente para confirmar uma descoberta real em física - a observação é chamado de "indicação".
"As pessoas às vezes pensam que as descobertas científicas são como interruptores de luz, que passam de desligado para ligado, mas, na realidade, elas vão do 'talvez' ao 'provavelmente', e daí para 'quase certamente' conforme você obtém mais dados. Agora nós estamos em algum lugar entre o 'provavelmente' e o 'quase certamente'," explicou o professor Dave Wark, do Imperial College London e membro do T2K.

Fonte: Site Inovação Tecnológica

Arquivos britânicos sobre Ovnis


O Ministério da Defesa e os Arquivos Nacionais da Grã-Bretanha liberaram mais de 6 mil páginas de documentos que incluem relatos de aparições de Ovnis (objetos voadores não identificados) entre 1994 e 2000.
Um deles inclui a aparição de Ovnis que sobrevoavam o Chelsea, clube de futebol de Londres, e a residência de um ex-ministro do Interior, Michael Howard.







Os relatos dão detalhes sobre a aparência dos objetos - de vários formatos e tamanhos - e incluem desenhos feitos por testemunhas.
Um homem disse à polícia que vomitou e adquiriu "um distúrbio de pele" depois que um estranho "tubo de luz" envolveu o seu carro no Vale de Ebbw, no País de Gales, no dia 27 de janeiro de 1977.
Em outro caso, um Ovni visto por policiais de Skegness, no leste da Inglaterra, foi filmado.
A aparição foi informada à guarda costeira, que alertou embarcações no Mar do Norte. A tripulação de um barco disse que viu mais Ovnis.
Força Aérea
Os documentos também incluem uma carta de um alto funcionário do Ministério da Defesa, Ralph Noyes, em que ele diz ter visto um filme com Ovnis feito por pilotos de caça da Força Aérea Real da Grã-Bretanha em 1956.
Noyes alega que as imagens foram mostradas em uma sessão secreta organizada por integrantes da defesa aérea no prédio do Ministério da Defesa em 1970.
E um memorando revela como o ex-primeiro-ministro britânico Winston Churchill manifestou curiosidade sobre "discos voadores" e pediu um briefing de seus ministros sobre o assunto.
Depois de um estúdio realizado pelos serviços de inteligência em 1951, concluiu-se que "discos voadores" podem ter quatro causas - fenômenos meteorológicos ou astronômicos, identificação errônea de aeronaves convencionais, ilusão de ótica e delírios psicológicos ou trotes deliberados.
Especialistas afirmam que os documentos mostram como os formatos dos Ovnis mudaram nas últimas décadas, e a explicação pode estar nas representações que a cultura popular tinha desses objetos.
Vários relatos neste último lote de documentos - o quinto de um projeto de três anos para a liberação de arquivos - descrevem as supostas naves alienígenas como grandes, pretas e de formato triangular, com luzes nas pontas. Nas décadas de 1940 e 1950, o formato predominante era de disco.
"No período coberto pelos mais recentes documentos liberados, bombardeiros americanos de formato triangular e aviões espiões Aurora apareciam muito na TV, assim como em programas como Arquivo X e filmes como Independence Day, lançado em 1996, e os relatos de aparições de Ovnis são semelhantes", disse David Clarke, autor do livro The UFO Files e professor de Jornalismo da Universidade Hallam Sheffield, ao jornal britânico The Daily Telegraph.
"É impossível provar uma ligação direta entre o que as pessoas estão lendo e vendo e o que elas dizem ser Ovnis, mas uma interpretação pode ser que os mais recentes avanços na tecnologia podem estar influenciando o que as pessoas veem no céu", concluiu.
Fonte: BBC Brasil

Descoberto planeta que poderia ser habitável


Uma equipe internacional de cientistas descobriu um novo planeta a só 36 anos luz da Terra, e dadas suas características iniciais consideram que poderia ser habitável.  Batizado como HD85512b, este planeta gira ao redor de uma anã laranja na constelação de Vela, a uma distância perfeita, que permite a existência de água líquida em sua superfície, indicaram os pesquisadores.
Os autores do achado, astrônomos do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian e do Instituto de Astronomia Max Planck, assinalam ademais que sua atmosfera não se parece à dos planetas gigantes (onde predomina hidrogênio e hélio) e poderia conter, portanto, oxigênio e nitrogênio.
"A distância está exatamente no limite no que pode ser tido água líquida", afirma Lisa Kaltenegger, autora principal da investigação. "Se o compararmos com nosso Sistema Solar estaria um pouco mais longe do que Vénus está de nosso Sol", acrescentou.
O HD85512b, foi detectado mediante o High Accuracy Radial velocity Planet Searcher (HARPS) instalado no Observatório Europeu do Sul (ISSO) no Chile, mas por agora não é possível determinar a existência de vida. http://www.prensa-latina.cu/index.php?option=com_content&task=view&id=319872&Itemid=1

Os arquivos de Mussolini sobre OVNIs



Roberto Pinotti, autor italiano e diretor do CUN (National Ufological Center, atualmente a maior organização civil de pesquisa ufológica mundial), e Alfredo Lissoni, escritor e outro pesquisador do CUN, deram a conhecer, durante o evento anual de San Marino, International UFO Symposium, a sensacional descoberta de alegados "Arquivos X" que datam da década de 30, quando então a Itália era governada pelo regime facista de Benito Mussolini.
Cópias de 18 documentos secretos da era facista (notas escrita à mão e telegramas), bem como um laudo forense de autenticação dos papéis (com um desenho de um OVNI), foram apresentados pelo CUN à mídia italiana no último 2 de abril e recebeu considerável cobertura na Itália, inclusive da rede nacional de TV RAI Uno e dos principais jornais como "Il Resto del Carlino", "La Nazione" e "La Repubblica". Embora estes artigos tenham sido postados em italiano na web, os documentos OVNI de Mussolini foram pobremente notados pelos estudiosos americanos, assim esta é a primeira vez que a história completa é contada em todos os detalhes fora da Itália.


Com suas cartas anônimas e referências a um super secreto "Cabinet RS/33" supostamente na função de coletar, investigar e suprimir dados sobre os OVNIs, esta história tem muitas similaridades à saga do MJ/12, como Lissoni indica em seus artigos no "UFO Notiziario". Mas há diferenças significativas.



A principal é que os originais italianos recebidos anonimamente pelo correio por Pinotti, começando em 1996, eram originais e não fotocopias ou fotografias mal-feitas, como o material Mj-12 enviado à Shandera, Berliner e Tim Cooper (em 2000 o incógnito "Mister X" enviou mais material endereçado diretamente ao Sr. Lissoni, mas no correio de Pinotti). A diferença entre um original e uma cópia é crucial, já que permite a análise forense do papel, tinta da máquina de escrever, processo de envelhecimento, e assim por diante.


Antonio Garavaglia, um dos melhores peritos forenses italianos, conduziu os testes nos papéis de Mussolini - mas nós estamos nos adiantando na nossa história.
Todo começou no início de 1996, quando Roberto Pinotti recebeu um punhado de notas manuscritas em artigos de papelaria que carregavam o selo do senado do "reino". (Mussoloni governou a Itália com mãos de ferro, nominalmenteem nome do rei). O ano é 1936 e o agente secreto usa simplesmente o primeiro nome "Andrea" (André em italiano) e inclui também um esboço "do dirigível misterioso". "Foi avistado na manhã (e não na noite) de segunda-feira - escreve - ele era um disco metálico, polido e refletor de luz, com um comprimento de dez ou doze metros. Dois caças de uma base próxima decolaram, mas não puderam alcançá-la mesmo a 130 kms/h. Ele não emitia som, que poderia levar a se pensar em um aerostato. Mas ninguém sabe de balões que possam voar mais rapidamente do que o vento. Eu estou certo que foi visto por outros pilotos da aviação ... isso [relatório] chegou às mãos de Ciano."


Conde Ciano, enteado de Mussolini, era Ministros de Assuntos Estrangeiros da Italia; mais tarde foi executado após participar no complô para depor o Duce e render-se aos aliados em 1943. O relatório de Andrea continua: "Então, após decorrer no mínimo uma hora e depois de passar Mestre, era visto como uma espécie de tubo metálico, cinzento ou escuro." Um desenho feito por um informante confidencial foi redesenhado por Andrea, que explicou que "'A' foi descrito como um tipo de torpedo aéreo, com as janelas muito claras ... e alternando, luzes brancas e vermelhas. 'B' eram dois 'chapéus, dois chapéus como aqueles usados por padres: abas largas, redondo, com uma abóbada no centro, metálico e seguindo o torpedo sem mudar suas posições aparentes."
O original menciona que "a prefeitura abriu um inquérito, mas você pode imaginar que fará poucos avanços e terá um resultado similar àquele de '31. O Duce expressou a sua preocupação, porque diz que se fosse referente a algum avião inglês ou francês real, sua política estrangeira teria que recomeçar mais uma vez."


Embora o relatório de Andrea seja somente um de diversos recebidos desde 1996, você pode ver que seu conteúdo é sensacional - descreve um relato clássico de disco voador com alarme e perseguição por avião e testemunhas múltiplas em 1936! Também divulga que Mussolini e Ciano, os líderes número um e dois da Italia naquele tempo, estavam intimamente ao par da situação. Certamente, outros originais recebidos, sempre anonimamente, pelo CUN e pelo jornal Il Resto del Carlino, mencionam um departamento misterioso conhecido como "Gabinet RS/33", encarregado de investigar e encobrir o quê  os originais se chamam "o avião não-convencional" ou os "aeromoveis."
O Gabinet RS/33 tinha ligações com a polícia secreta fascista, OVRA, e com o "Agenzia Stefani," a agência de notícia do regime encarregada de da disseminação da propaganda fascista. Um dos mais famosos cientista e de inventor italiano, Guglielmo Marconi, era o diretor do Gabinet, que incluía também diversos outros astrônomos , cientistas e coordenadores aeronáuticos proeminentes.


Quando a guerra começou os segredos do Gabinet foram compartilhados e enviados literalmente à Alemanha Nazista. Como Lissoni indica, os boatos de discos nazitas flagelaram a literatura OVNI por décadas, e um cientista italiano, Giuseppe Belluzzo, é mencionado sempre conjuntamente com os alemães Miethe, Schriever e Habermohl. Muito absurdo foi escrito sobre os supostos discos voadores nazistas - a maioria propaganda neo-nazista escancarada - contudo indubitavelmente há ao menos alguma verdade na matéria. Os nome of de Miethe et al., foram confirmados pelo FBI e por outros documentos Alemães e americanos.


São os "Arquivos-X Facistas" autênticos? A Lissoni (quem fez a pesquisa principal), a Pinotti e ao CUN, eles assim parecem. Para crédito dos investigadores, entretanto, o caso inteiro foi mantido  estritamente confidencial até que as análises forenses de Antonio Garavaglia foram completadas. Somente então os originais foram liberados à imprensa italiana e publicados em uma série dos artigos que começam com a edição de março do UFO Notiziario (e agora, em um livro). Garavaglia conduziu uma série de testes químicos do papel e da tinta - lembramos de que ele teve originais e não cópias - e concluiu que pareciam autênticos originais escritos à mão da era fascista. A cor do papel e o processo do envelhecimento da tinta o levou a cre que eram artigos genuínos e não falsificações modernas.


Lissoni consultou também Andrea Bedetti, um historiador, perito no período fascista da Italia. "Eu não posso excluir a existência real do Gabinet RS/33," disse Bedetti. Examinou também os originais vis-à-vis "o léxico e o estilo burocrático do período", assim como os artigos de papelaria (telegramas do "Senado do Reino" e da agência Stefani) e a terminologia aeronáutica utilizada. Bedetti verificou que tudo era consistente com os originais genuínos da era facista. Isto não exclui a possibilidade de uma falsificação habilidosa, mas teria que ser alguém profundamente conhecedor do estilo, do vocabulário e da terminologia fascista. Bedetti indicou também que no período 1933-40 - coincidindo com o alegado Cabinet RS/33 - o poder de Mussolini estava em seu pico e a Italia era uma das nações líderes do mundo no campo da aviação e da aeronáutica militar.


Finalmente, Lissoni tornou pública uma misteriosa referência de um discurso feito por Mussolini em 23 de fevereiro de 1941, quando o Duce indicou: "É mais provável que os Estados Unidos sejam invadidos pelos desconhecidos mas guerreiros habitantes do planeta Marte, que desceriam do espaço estrelado em fortalezas voadoras inimagináveis, do que pelos soldados do Eixo". O quê  o Duce estava tentando dizer? A história dos Arquivos-X fascistas ainda está progredindo... se no final eles se mostrarem reais, então toda a história da ufologia terá de ser revisada.


Fonte: CUB Brasil

O Mundo Interior

Nossos ancestrais abrigaram-se em cavernas por muito mais tempo do que o fizeram em casas. Os desenhos nas paredes das cavernas na aurora dos tempos são testemunhas silenciosas de que os primeiros humanos especulavam acerca dos mais profundos recessos da Terra. Entende-se porque a ideia de vida subterrânea persistiu tão longamente no imaginário dos homens.


À medida que a mente humana se desenvolveu e encetou infinitas especulações sobre o Universo, o subterrâneo pareceu tão atraente quanto as estrelas. Alguns mitos povoavam os céus e os cumes mais remotos com deuses, outros falavam de um Mundo das profundezas, num reino de divindades igualmente poderosas - embora na maioria das vezes menos benevolentes. Quando o globo terrestre foi desvendando seus segredos a ousados exploradores, os viajantes que declaravam ter encontrado portões para Reinos Subterrâneos eram ouvidos com a mesma credibilidade dedicada àqueles que se referiam a novas terras além dos mares. Houve relatos assombrosos sobre uma região misteriosa localizada no centro da Terra e povoada por bons gigantes ou esquimós, gnomos ou répteis pré-históricos. Mesmo hoje, que todo o planeta já foi explorado, fotografado e sondado por sofisticados instrumentos, mantém-se uma certa dose de incerteza (mesmo que romantizada). O escuro fundo da caverna ainda não foi inteiramente iluminado.

Nas crenças antigas, os mundos ocultos sob a superfície da Terra ocupavam um posição de destaque. Os budistas da Ásia central referiam-se ao reino de Agartha, formado por uma labirinto de passagens subterrâneas do tamanho do mundo. Agartha abrigava as populações de continentes extintos e era um centro de progresso intelectual e de desenvolvimento da razão.

O legendário rei assírio-babilônico Gilgamés, acreditava-se, teve uma longa conversa sobre o mundo interior com o fantasma de um companheiro morto. Os gregos passavam o tempo especulando sobre as profundezas da Terra; um de seus mitos conta como o músico Orfeu tentou, em vão, salvar sua mulher Eurídice do deus Hades. O poeta Homero imaginou um mundo subterrâneo aguardando explorações e o filósofo Platão escreveu que havia ''túneis ao mesmo tempo amplos e estreitos no interior'', e no centro um deus que se assenta sobre ''o umbigo do Mundo''. Os egípcios acreditavam num reino subterrâneo infernal e os cristãos, mais tarde, tiveram seu Inferno. De acordo com algumas histórias, os incas ocultaram seus tesouros do conquistador espanhol em profundos túneis cuja localização é até hoje desconhecida.


Mesmo quando a ciência substituiu a lenda para as explicações do planeta, o mundo subterrâneo não foi esquecido. Um dos pioneiros foi o astrônomo inglês Edmund Halley, descobridor do cometa que leva seu nome. Ele percebeu que o norte magnético nem sempre estava no mesmo lugar. Ao estudar as posições indicadas por bússola e anotadas por ele ou por outros, em toda parte, ele identificou diversos padrões de erro. Para explicar o fenômeno, ele imaginou a existência de mais de um campo magnético. Considerou a hipótese de que a Terra tivesse uma casca externa, com um núcleo interno separado. Cada um desses globos teria seu próprio eixo, e eles estariam levemente inclinados um para o outro com velocidades de rotação diferentes.

Como muitos outros desbravadores da ciência, Halley sentia que devia adaptar essa engenhosa teoria a suas crenças religiosas. O mundo interior também seria rico em vida. Mas isso dava origem a outro problema, pois parecia evidente que a vida exige luz. Halley aventou a possibilidade de a própria atmosfera interior ser luminosa e a aurora boreal ser causada pelo escoamento dessa essência resplandecente através da fina crosta do planeta no Pólo Norte. Durante o século XVIII, as idéias de Halley foram modificadas, mas não refutadas.


O Matemático suiço Leonhard Euler, substituiu a idéia da atmosfera luminosa por um sol interior. Mais tarde o matemático escocês Sir. John Leslie concluiu que existiam de fato dois sóis interiores, batizando-os com os nomes de plutão e Proserpina.

Dezenas de lendas e relatos vindos dos quatro cantos do Mundo alimentaram a crença de um Mundo Interior. Um dos maiores escritores dos Estados Unidos, Edgar Allan Poe foi influenciado por essas lendas. No conto ''manuscrito encontrado numa garrafa'' e em seu romance ''As Aventuras de Arthur Gordon Pym'', Poe escreve viagens trágicas que acabam com navios sendo sugados para dentro de uma abismo aquático no Pólo Sul - idéias baseadas nos escritos de Jeremiah N. Reynolds sobre a Terra oca. Provavelmente os dois jamais de encontraram, mas ao morrer num hospital de Baltimore, em 1949, Poe chamava o nome de Reynolds.

O efeito estimulante das especulações científicas sobre os escritores de ficção era uma marca registrada do século XIX, e muitas excursões ficcionais eram apresentadas de forma tão plausível que os leitores tinham dificuldade em separar o real do imaginário. Os vôos de fantasia literária alcançaram sua máxima credibilidade - inclusive na previsão do futuro - na obra de Júlio Verne. Uma de suas primeiras incursões nesse mundo fantástico, onde fato e fantasia se confundem, foi ''Viagem ao Centro da Terra''. Sua história era tão convincente, que na época cientistas e leigos se perguntavam se era verdade.

A mesma pergunta foi formulada muitas vezes a respeito do romance ''A Raça Invasora'' de Lord Lytton em 1873. Sua história, como a de Júlio Verne, começa com a descoberta casual de uma abertura para um mundo subterrâneo. Mas o que o narrador de Lytton encontra, é muito mais terrível do que as fantasias de Júlio Verne.

Mais ou menos ao mesmo tempo em que Lytton escreveu seu estranho livro - que seria adotado pelos ocultistas -, um herborista americano elaborava uma teoria completa da Terra Oca. Ela não está abaixo de nós, mas acima, afirmava Cyrus Read Teed. Não estamos sobre o globo terrestre, mas dentro dele!!!

Com o início do século XX, seria de se esperar que a idéia de uma Terra Oca ficasse cada vez nais difícil de defender. Afinal, havia exploradores vasculhados toda a superfície do mundo. Os dados que eles iam coletando, porém, não puseram fim às especulações em torno da ideia de uma Terra Oca. Surgiram mesmo dois novos defensores da teoria: William Reed e Marshall B. Gardner, que apresentavam argumentos de peso. Ambos foram estimulados por certas descobertas anômalas feitas por exploradores polares. Uma delas era que, de acordo com diversos relatos, a água e o ar iam se aquecendo com a proximidade do Pólo Norte. Fridjof Nansen, o explorador e estadista norueguês, relatou que no âmago do Círculo Polar chegava a ser difícil dormir devido ao calor. Observou que aparentemente e temperatura se elevava com ventos vindos do norte, enquanto os que vinham do sul faziam-na baixar.

Outros viajantes referiam-se a correntes quentes desse tipo e descreveram uma abundante vida silvestre - aves, mamíferos e nuvens de mosquitos - encontrada em alta latitudes. Muitos desses animais pareciam estar migrando para o norte, não para o sul, e foram vistos voltando de temporadas em regiões supostamente desoladas com aspecto lustroso e bem alimentados. Alguns viajantes disseram ter visto neve multicor: vermelha, verde, amarela e preta.

Um mistério ainda mais notável criara-se em 1846 com a descoberta de um mamute peludo, extinto há muito tempo, congelado na Sibéria. O animal estava tão bem conservado no frio ártico que seu estômago ainda continha sinais identificáveis de sua última refeição. Os cientistas tentaram deduzir como o enorme animal poderia ter se congelado tão depressa, a ponto de interromper seus processos digestivos, que normalmente continuaria depois da morte. Para Marshall Gardner os mamutes não estavam extintos em absoluto e que viviam no interior quente da Terra.

Em seu livro ''O Fantasma dos Pólos'', William Reed apresentou uma explicação para a neve colorida mencionada pelos viajantes. O vermelho, o verde e o amarelo devem ser pólen, disse; o preto devem ser fuligem dos vulcões. E tudo deve ter vindo do interior da Terra, a mais próxima fonte possível. Explicar o aquecimento polar já era mais difícil, mas Gardner e Reed atribuíram o fato a aberturas para o mundo interior. Reed afirmou que a crosta terrestre teria 1300 quilômetros de espessura, com a gravidade agindo em sentido à parte mais profunda da ''casca''. Em outras palavras, a mesma gravidade que atraía os objetos no exterior da esfera, dentro dela impelia os objetos do centro pra fora. Assim, os viajantes podiam navegar sobre a borda das aberturas polares sem se darem conta de que haviam trocado de um mundo pelo outro.


Gardner acreditava que havia um sol central, com um diâmetro provável de mil quilômetros, remanescentes da nebulosa giratória que dera origem à Terra. Esta era a explicação para a aurora boreal no Pólo Norte e da aurora austral no Pólo Sul. Nesse aspecto, Gardner divergia de Reed, que afirmava que a luz do mundo interior fornecida pelo sol que iluminava os Pólos. Quando às auroras, Reed oferecia uma explicação engenhosa. As luzes do norte, dizia, são as imagens de incêndios ou vulcões internos.

Reed estava ansioso para que a Terra interior, com seus ''vastos continentes, oceanos, montanhas e rios, vida vegetal e animal'', começasse a ser utilizada.

De seu lado, Gardner achava que pelo menos parte do interior estaria ocupado por esquimós, que deviam ser originários de lá. Corroborava essa afirmação com os mitos esquimós acerca de uma pátria cálida ao norte do Ártico. Para Gardner, os esquimós deviam ter migrado para a região gelada onde vivem atualmente porque era mais fácil caçar baleias e focas ali, do que no mar aberto.

Enquanto Reed e Gardner contentavam-se com a teoria sobre o mundo interior, Olaf Jansen simplesmente afirmava ter estado lá. Jansen era um navegador norueguês. Pouco antes de morrer, contou ao escritor Willis George Emerson, um de seus raros amigos, uma história incrível, que Emerson publicou em 1908 sob o título de ''O Deus Brumoso, ou Viagem ao Mundo Interior''. Jansen esperara para revelar a verdade, explicou, porque quando tentara contar a história pela primeira vez fora internado num hospício durante 28 anos.

Antes que exames aéreos detalhados pudessem reunir mais informações sobre as regiões polares, houve uma espécie de era obscurantista, em que a guerra e a tirania interromperam as explorações e o progresso científico. Em 1933, Adolf Hitler proclamou-se líder de um Reich Milenar, civilização de super-homens que governaria o Mundo.

Peter Bender, aviador alemão gravemente ferido na Primeira Guerra Mundial, atraiu a simpatia popular na Alemanha da década de 30 com suas especulações sobre o Mundo Interior. Parece que os principais líderes nazistas, inclusive Hitler, viam com seriedade o conceito de mundo côncavo.

Em abril de 1942, em plena Guerra, o doutor Heinz Fisher, especialista em radiação infravermelha, supostamente conduziu uma equipe de cientistas numa expedição secreta à ilha báltica de Rügen. Lá, apontaram para o céu, num ângulo de 45 graus, uma câmera de grande potência, carregada com filme infravermelho, e deixaram-na nessa posição durante diversos dias. O objetivo, que não foi bem sucedido, era fotografar a frota britânica através do interior oco da Terra côncava.

Outras teorias sobre mundos interiores foram ganhando força entre nazista ferrenhos. Houve uma ''Sociedade Vril'', também conhecida como ''Loja Luminosa'' que acreditavam que o livro de Lord Lytton era verdadeiro e que era uma antevisão do futuro: ''uma raça de super-homens vindas do Interior governaria a Terra''. A Loja Luminosa queria entrar em contato com tal raça de seres ''internos'' para juntos conquistarem o mundo.

Impulsos semelhantes moveram outras organizações. A ''Sociedade Thule da Bavária'', anti-semita, que incluía entre seus membros o filósofo nazista Alfred Rauschning e o representanto do führer Rudolf Hess, acreditava que eram descendentes diretos de Atlântida que viveram no Himalaia - os lendários chefes secretos do Tibet.

Dizem que Hitler enviou várias expedições até o Himalaia e Mongólia para tentar descobrir indícios dessa civilização subterrânea. Ainda em busca desse conhecimento, parece que algumas unidades especiais do exército alemão vasculharam várias minas e cavernas na Europa ocupada em busca de alguma passagem. Além disso, há uma insistente lenda de que nazistas proeminentes refugiaram-se nas entranhas da Terra quando a Alemanha se desfez em ruínas.

Nessa época, as explorações aéreas dos pólos iam bem avançadas. Em 1926, o americano Richard E. Byrd, tornara-se o primeiro sobrevoar o Pólo Norte; três anos depois, realizou o primeiro vôo sobre o Pólo Sul. Mas segundo seus relatos, ''nada de estranho havia lá embaixo''.

As descobertas de Byrd pouco contribuíram para acabar com as especulações acerca da Terra Oca. Em 1952, um escritor chamadp F. Amadeo Giannini, insistia, num livro intitulado ''Mundo Além dos Pólos''. Diziam que Byrd na realidade voara para dentro da Terra Interior - 2700 quilômetros além do Pólo Norte e 3700 quilômetros além do Pólo Sul.

Outros acreditavam numa conspiração dos governos para manterem em segredo a descoberta. O editor de uma revista ''Amazing Stories'' Ray Palmer e o escritor Raymond Bernard estavam certos de tais conspirações. Afirmavam haver descoberto mensagens transmitidas pelos rádios de aviões que falavam de terras e lagos sem gelo, montanhas cobertas de árvores e mesmo um animal monstruoso.

Ray Palmer, aproveitando a polêmica sobre o Mundo Interior, publicou em sua revista uma série de histórias e relatos de pessoas que haviam conhecido e visto o secreto mundo além dos Pólos. Sua revista, já bastante popular na época, foi invadida por cartas de milhares de leitores oferecendo suas ''experiência'' para serem publicadas na revista.

Outros, além de Palmer e Bernard, achavam que nem tudo fora revelado no caso Byrd. Vários políticos americanos de oposição alimentaram a crença de que os ''OVNIS'' - também em moda - haviam feito bases no Mundo Interior com ajuda dos Comunista.

Houve provas mais conclusivas contra a existência do Mundo Interior a partir de 1959, quando o submarino nuclear norte-americano ''Skate'', depois de navegar por baixo da calota polar, emergiu exatamente na superfície do Pólo Norte. Sua tripulação calculou a velocidade de rotação terrestre através de da navegação inercial e assim confirmou a chegada ao Pólo, onde a rotação se concentrava num único ponto.

Palmer não soube o que dizer sobre a expedição ''Skate'', mas retomou a disputa triunfante em 1970. ''O Buraco!! (...) Agora Temos Uma Foto!'', anunciava na Revista ''Flying Saucers'', que vinha publicando desde 1957. De fato, tinha uma fotografia. Era uma de uma cerca de 40 mil fotografias da Terra feitas por um satélite, onde se via uma espécie de mancha negra em forma de círculo ao redor do Pólo Norte. ''Quantas fotografias mais será preciso para provar um fato?'', perguntava Palmer, argumentando que a suposta abertura estava escondida por nuvens em toda as outras fotografias de satélite.

Para azar de Palmer, descobriu-se que a fotografia não era o que parecia ser. Na realidade, não era uma foto convencional, mas um mosaico de imagens televisivas transmitidas por um satélite orbital. As imagens, tomadas durantes um período de 24 horas de vários pontos ao longo da órbita do satélite, foram processadas por um computador e reunidas para formar uma vista conjunta da Terra como se esta fosse observada de um único ponto, diretamente acima do Pólo Norte. No período, as regiões próximas ao pólo estavam toldadas pela escuridão ininterrupta do inverno ártico. Por isso, o centro da imagem era formado por uma área não-iluminada.

Mesmo com isso tudo, a tese de que há um outro mundo dentro do globo terrestre ainda tem seus defensores. Com efeito, os cientistas continuam encontrando o inesperado. As sondagens das profundezas do planeta, realizadas com instrumentos que analisam os abalos produzidos por terremotos e explosões provocadas pelo homem, ainda apresentam surpresas consideradas. E até os cientistas admitem que ainda tem muito que descobrir sobre as profundezas da Terra

''O fundo da caverna ainda é escuro e o homem ainda sente necessidade de saber com certeza o que há nele''. Por trás disso está a compulsão de imaginar mundos melhores, onde problemas insolúveis do homem foram resolvidos. Existe um desejo humano quase instintivo, de perseguir todo indício, mesmo frágil, que possa levar a um lugar iluminado ou secreto, seja ele Agartha, sob a superfície da Terra, Atlântida, sob a superfície do Mar ou até fora do nosso pequeno Planeta. Não basta provar que tais lugares ou coisas não existem. Isso não é importante. Enquanto houver homens para pensá-los, os mistérios sobreviverão.